Na coletiva e incansável busca por materiais cada vez mais avançados para a indústria mundial, cientistas da Universidade da Florida, Estados Unidos, estão pesquisando o Buckypaper, um material que é dez vezes mais leve e 500 vezes mais resistente do que o aço, e que tem por base a aplicação de nanotubos. Seu nome é derivado de buckminsterfulereno, ou Carbono 60, molécula de carbono cujas fortíssimas ligações atômicas a tornam duas vezes mais duras que o diamante.
Essa macro-molécula de Carbono em forma de tubo (ou nanotubo) tem uma espessura 50 mil vezes menor do que um fio de cabelo humano. Na atual fase de desenvolvimento o material tem a forma de um fino filme de cor preta, tendo em sua composição 50% de nanotubos por volume de resina. O Buckypaper também consegue conduzir eletricidade do mesmo modo que o cobre e o Silício e dispersar o calor como o aço e o latão. Um dos desafios enfrentados pelos cientistas é alinhar os nanotubos do Buckypaper de maneira conveniente para que o material atinja as características desejadas, assim, estão tentando expor os nanotubos a altas doses de magnetismo que faz com que a maioria deles se alinhe na mesma direção, aumentando sua força coletiva.
A prioridade dos cientistas concentra-se também no desenvolvimento de processos de produção e comercialização do novo material a custos reduzidos. Eles afirmam que além de aviões, estruturas espaciais e veículos terrestres, suas especiais propriedades mecânicas e de condutividade térmica e elétrica abrem grandes possibilidades de sua aplicação na fabricação de muitos outros produtos, como por exemplo, blindagens, eletrodomésticos, ferramentas e produtos eletrônicos, entre outros.
By: César Cunha

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